quinta-feira, 1 de novembro de 2012

‘Fumar maconha é prejudicial a saúde’, diz revista Veja

A revista Veja do mês de outubro traz uma excelente matéria que, baseada em pesquisas sérias e atuais, comprova o que muitos já sabem e o que outros tentam mascarar: a maconha faz mal a saúde. Acredita-se que um milhão de brasileiros fumam maconha por dia, convencidos de que ela não faz mal nenhum.
Também conhecida como “erva maldita”, a maconha ganha hoje um toque de ‘inocente produto orgânico’. Por isso, não é incomum ver ‘baseados’ sendo acessos sem a menor cerimônia nos mais variados espaços: praças, praias, festas, shows, áreas de lazer dos condomínios, imediações das escolas… Porém, tal ato é considerado crime pela lei penal brasileira.
 
Comprovação científica
Segundo a matéria publicada pela revista Veja, a ciência vem produzindo provas de que o consumo da cannabis – maconha – faz muito mal para o usuário crônico (quem fuma um cigarro por semana durante um ano). E se o consumo for na adolescente as consequências são piores e se arrastarão para o resto da vida.
 
Estudos de treze renomadas instituições de pesquisas, entre elas as universidades de Duke, EUA e de Otago, Nova Zelândia, os pesquisadores acompanharam 1.000 voluntários durante 25 anos. Eles começaram a ser estudados a partir dos 13 anos, em dois grupos: fumantes e não fumantes de maconha.
 
Ao compararem os grupos ficou clara a questão do dano à saúde dos adolescentes usuários de maconha que mantiveram o hábito até a idade adulta, como: queda significativa no desempenho intelectual e baixo rendimentos em testes de memória, concentração e raciocínio rápido.
 
“Se o usuário crônico acha que está bem, a ciência mostra que ele poderia estar muito melhor sem a droga. A maconha priva a pessoa de atingir todo o potência de sua capacidade”, afirma um dos mais respeitados estudiosos no assunto, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo.
 
Com mais de 220 milhões de usuários no mundo, a maconha é internacionalmente a droga ilícita mais popular, sendo que cerca de 60% são adolescentes. Quanto mais precoce for o consumo maior o comprometimento cerebral.
 
Legalização
Um dos argumentos para a legalização da maconha é que se ela for vendida legalmente a mesma seria cultivada dentro da lei e industrializada. Haveria aumento de oferta e os preços cairiam. Já os traficantes seriam ignorados e perderiam a sua ‘utilidade’, levando consigo os roubos, assassinatos, corrupção policial que a repressão à maconha provoca. Porém, é valido lembrar que traficante não vende só maconha.
É imprescindível que as evidências científicas sobre os incontestáveis danos da maconha a saúde sejam levados em conta na hora de se discutir a legalização da mesma no Brasil, pois a população só tem a ganhar com isso.

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